quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sol e chuva
casamento de viúva
Chuva e sol
Casamento de espanhol
E quando o sol encontra a lua de manhã no mesmo céu?
É amor!

Aline Barcelos


segunda-feira, 14 de julho de 2014

A proteção da Arte

A arte me protege de qualquer desvio
De qualquer carga que possa carregar
Ela me purifica
Me tira da terra desumana
Me faz faz ver o belo 
Mesmo com o sangue correndo 
Quando começo a esfolar meu ser de tanta coisa a me bater
Vem a poesia e grita,
Aleluia!
Me faz correr daqui da realidade para um mundo de tempo zen, calmo e utópico
Quando não posso fugir de um lugar,
vou para o meu dentro de notas, sol e fá
Claves e letras de cura..
Milton, Gonzaguinha e Vercilo
Músicas e canções são orações de proteção para não ficar em em vão, em trabalhos vãos e espinhosos 
Arte me revela e me guarda de um mundo de palavras bélicas
De sentimentos descartáveis
Me protejo em cores, linhas e paletas
De existência apenas de corpos
Desse deserto de almas
Nesse descarte de tempo 
De olhos fechados e bocas abertas
Arte em concerto me conserta os ponteiros
E me faz viver de amor e flor, aqui
Em lugar de pedras e galhos..
Para todas as cores..
Amém!

A minha "brisa" é a poesia!


Aline Barcelos



quarta-feira, 9 de julho de 2014

terça-feira, 8 de julho de 2014

Pode-se?

Querer mais não é poder.
Poder é podar!
Podar o que se pode é pesar as penas
Que pena!.
Pena é fazer muralha com o tempo.
Cadê o tempo?
Do tempo fazer vida é a utopia que quero viver.
Viver!
Viver é querer sorrir no vão da distração.
Distração?
Distração é o que agonia dá espaço.
Sem espaço!
Espaço é o que quero diminuir entre nós.
Nós em nós...
Nós é o que queremos desatar, mas..
Mais de nós não podemos!
Poder?

Aline Barcelos

Minguante

Minguada
Assustada
Acuada
Precisando ficar em paz
Nesse tempo de turbilhões hormonais

Aline Barcelos


segunda-feira, 23 de junho de 2014

compaixão só é boa com paixão

Ando pensando e repensando a compaixão, sentimento tão nobre e tão escasso no mundo imundo.
Pessoas tão longe de um gesto humano, desumano por ser tão desconectado de si..
Pessoas que não conseguem se colocar no lugar do outro, pessoas que demonstram em suas atitudes o quão pequena são. Talvez nunca pararam para pensar porque estão aqui nesse lugar. 


Gelada

sinto frio, não é de frio, o vento esfria a pele, mas esse silêncio congela a alma..
alma que não vê nada, apertada ao cinto, ao que sinto e ao que deixo de sentir,
 sem ar, sem sol, sem luz..
acorrentada ao ar, pesada como troncos
sem sentido e direção
duras palavras escritas aqui,
mas, duros são os espinhos da rosa que colhi...
São mais doidos que a beleza da rosa..
nem rosa, nem vermelho, só murcha
pétalas caídas
Sem cor
Sem coração
Sem pulsação..
Atrás da vidraça
Sem graça
Escorrendo o suor dos olhos da alma congelada
Frio
Esfria
Gelada

Aline Barcelos